Minha Jornada Até Desenvolver o Hábito da Leitura

Aqui descrevo a minha relação com a leitura e os ajustes que fiz na minha rotina que poderão ajudá-lo(a) a se tornar um(a) leitor(a) regular

LEITURA E LIVROS

Raphael Vidal

9/20/20252 min read

a person holding a book in their hand
a person holding a book in their hand

INFÂNCIA:

Quando penso em como a leitura entrou na minha vida, a verdade é que ela não veio de berço. Na minha casa, nunca houve aquele incentivo natural. Meus pais não tinham este hábito e também não me obrigavam a ler. Meus primeiros contatos com os livros foram os paradidáticos da escola. Uma experiência difícil, pois a escola impunha, em sua maioria, livros clássicos, textos difíceis para crianças e adolescentes da nossa idade.

FACULDADE:

Na faculdade, especialmente durante o curso de Economia na UFMA, o cenário mudou um pouco. A carga de leitura era pesada, não só em quantidade, mas também em complexidade dos textos. Superei, pois sempre encarei com muita dedicação. Comecei a observar que, por vezes, quando me deparava com um texto que me agradava, percebia que meu repertório e capacidade de argumentação cresciam muito. Essa foi uma importante semente plantada para o futuro.

Quando foi se aproximando o momento de escrever a minha monografia percebi que se eu compilasse em um arquivo no computador os principais pontos de cada livro em forma de fichamento, eu teria muito mais facilidade para incorporar citações ao meu documento final. De fato eu estava certo. Essa decisão tornava a leitura mais lenta, mas foi crucial para finalizar o documento final. Até hoje tenho os fichamentos dessa época.

VIDA ADULTA:

Depois de formado, já imerso somente à rotina de trabalho, não havia mais nenhuma obrigação de ler. Fiquei anos sem abrir um livro, mas isso começou a incomodar, porque eu sabia que estava desperdiçando uma fonte enorme de conhecimento. Percebi que precisava encaixar isso em minha rotina e também encontrar meus temas de interesse.

Foi então que ouvi um podcast do Joel Jota, que dizia: “Respeite o livro. Ao ler esteja focado e de preferência com a mente descansada”. Por conta disso, ele dizia que gostava de ler logo cedo pela manhã e assim resolvi testar.

O AJUSTE NA ROTINA:

Passei a acordar 30 minutos mais cedo. Na minha rotina, em particular, comecei a acordar por volta 5h30m da manhã, o que se mostrou excelente, pois se trata de um horário em que não há mensagens, notificações e distrações no celular.

O horário era cronometrado: 20 minutos de leitura estava ótimo. Além disso, aos poucos fui descobrindo os temas e livros que gostava. De repente, estava eu lendo uma média 1 livro a cada 2 meses. Uma vitória enorme! Detalhe importante é que mesmo com somente 20 minutos, ainda dava para capturar, via Google Lens, as partes principais do texto e consolidar depois o fichamento.

Até hoje eu faço isso. Os fichamentos foram se acumulando e eu precisava mostrar isso para as pessoas. Por isso criei a seção de Clube do Livro neste blog.

DICA FINAL:

No fim das contas, o que eu aprendi e compartilho com quem quer desenvolver o hábito da leitura é: comece pelo autoconhecimento. Não adianta tentar ler o que os outros dizem ser bom se aquilo não te interessa. Experimente diferentes gêneros, descubra o que realmente te prende. E além disso, teste horários na sua rotina. Cada pessoa funciona melhor em um momento do dia: de manhã, à noite, no intervalo do almoço. É um esforço inicial, mas depois se torna algo natural.

E foi assim que a leitura passou de uma obrigação chata para um agradável hábito que contribui demais na minha formação.